sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Werley e os erros

O lamentável caso de racismo nos fez até esquecer outro evento lamentável no jogo do Grêmio.
Werley errou nos dois gols.
Mais uma vez.

E o Grêmio passou o jogo todo chutando, sem produzir nada de aprovetável.
Dai o Santos dá 4 chutes a gol e faz dois gols.

Agora, só milagre.
Senão, é mais um ano perdido.
E como não temos chance no campeonato brasileiro, é mais um ano sem taças.
Já são 4 anos sem uma tacinha.

É pra matar.

Racismo, de novo

Já tinha escrito sobre isso em março, quando ocorreu aquele caso com o Tinga.
Mantenho tudo o que eu falei.
Tá aqui:http://www.blogdodemian.com.br/2014/03/racismo.html
E também recomendo este post: http://www.blogdodemian.com.br/2014/03/origens.html

A torcida do Grêmio não é racista.
Mas tem racistas na torcida do Grêmio.
Como os engenheiros não são racistas.
Mas tem engenheiros que são racistas.
Como os médicos não são racistas.
Mas tem médicos que são racistas.
Como os colorados não são racistas.
Mas tem colorados que são racistas.
Até acho que o termo macaco era racista sim há 70 anos.
Hoje ele tem o intuito de provocar.
Mas isso não justifica em hipótese alguma o uso dessa palavra.
Temos que pensar com o outro se sente ao ouvir isso.
Como este termo repercute na sociedade.
E o mal que isso faz à imagem do Grêmio.
Temos que pensar como um investidor vai querer vincular o seu nome na Arena se acontecem fatos como do jogo de ontem.
Temos que pensar como qualquer patrocinador vai querer colocar o seu produto na nossa camisa se aparecemos nos noticiários, reiteradas vezes, em notícias sobre racismo.
É injusto imputar ao Grêmio esta fama? Com certeza.
É injusto punir toda a torcida pelos atos de poucos? Sem dúvida.
Mas o mundo não é justo.
Há sim um julgamento público nesses casos.
E a má fama pega e pega forte.
E é isso que o torcedor tem que se dar conta.
Há uns meses eu falei que a torcida tinha que parar de usar o termo macaco, pois achava que logo logo o Grêmio seria severamente punido por algo assim.
E a torcida deu mole.
Deram sopa para o azar.
Temos que abolir este termo pois não queremos ter essa fama injusta.
Chega disso.
Não venham me dizer que isso é "algo cultural".
Não é. Não é tradição do Grêmio.
Macaco, nunca mais.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Um ano sem respostas

28/08/2013.
Grêmio x Santos na Arena. Campeonato Brasileiro.
Um torcedor gremista vai ao estádio, fica esperando para entrar na Esplanada que está fechada porque a Brigada Militar não quer que acessem o local.
Acontece uma briga em algum lugar.
O torcedor não tem nada a ver com a referida brigada e fica parado.
Um, ou alguns brigadianos apontam armas de borracha contra o rosto do gremista e atiram.
As balas de borracha se alojam dentro do olho do torcedor.
O gremista perde a visão de um dos olhos.
Podia ser comigo, com você, com seu amigo, com seu pai, com seu filho.

As autoridades prometeram solucionar o caso em até 40 dias.
Passou um ano.
28/08/2014.
Curiosamente, novamente, com um Grêmio e Santos na Arena.
Um ano.
E não se ouviu NADA sobre a identificação dos culpados e o resultado que explicasse o que aconteceu para este torcedor ter sido atingido.
E pior: nenhuma informação sobre punições aos culpados.

Um ano.


Kidiaba fazendo o desafio do Balde de Gelo



Esperando o editorial

Uma coisa que eu combato muito é que qualquer coisa que aconteça no Grêmio vira crise na mídia.
Por outro lado, na beira do rio, é sempre a agenda positiva.
Após a inauguração da Arena, teve uma matéria especial da Zero Hora questionando "por que a Arena não lota".
Quando o Grêmio foi eliminado da Libertadores, saiu um editorial questionando "que a Arena não tinha o efeito caldeirão" que o Olímpico tinha.

Agora, o Inter está com o estádio vazio, sócios reclamando dos valores dos ingressos e o time perde 3 partidas seguidas em casa e vem de uma eliminação da Copa do Brasil de forma vexatória e está na beira de uma eliminação da Sulamericana.

Mas não sai nenhuma matéria especial questionando por que o Beira-Rio não lota.
Não sai nenhum editorial questionando que o "novo" Beira-Rio não intimida ninguém.
Não sai nada.

Logo vai aparecer um Explosivo da vida dizendo que "com a eliminação na Sulamericana, Inter vira favorito ao Brasileirão por que vai se dedicar à competição".

Não é de se duvidar.

É parecido com o que falaram em 2012, quando foram eliminados na Libertadores e o discurso da Agenda Positiva foi exatamente esse.

É dose.