terça-feira, 30 de junho de 2015

Vargas e o vestiário unido

Vargas fez dois gols pelo Chile contra o Peru.
Classificou o Chile para a final da Copa América.
E é o artilheiro da Copa América.
Já havia registrado aqui no blog que no ano passado, Vargas fez dois gols contra a Espanha, na Espanha.

Vargas que era reserva no Grêmio.
Ficou no banco vendo o Grêmio ser eliminado pelo Atlético-PR.
Ficou sentado vendo Barcos e Kleber dando chutes para o espaço.
Tudo em nome do Vestiário Unido do Renato.

O mesmo Vargas que a torcida do Grêmio ficava fazendo piada chamando de Maria Gadú.
E que foi criticado por perder um gol contra o Atlético-MG, em um jogo que a Arena ficou encharcada com um temporal.

Às vezes, falta para a torcida do Grêmio muita calma na hora de já sair criticando os jogadores.
E falta também paciência para a Direção, em querer mandar um jogador embora.

15 anos sem títulos de expressão também passam por isso.


domingo, 28 de junho de 2015

Eles são muito previsíveis

Quando a notícia é negativa, colocar que é ex-gremista.
Se for positiva, colocar a nacionalidade do atleta.

Está no artigo 54, §3º do Manual de Redação da IVI.



sábado, 27 de junho de 2015

Dunga deveria ser demitido

Imagine se um treinador branco, de olhos azuis e cabelos loiros, de uma seleção europeia chegasse para um jogo no Brasil e falasse: - "Eu até acho que sou afrodescendente, de tanto que apanhei e gosto de apanhar. Os caras olham pra mim e falam: 'vamos bater nesse aí'. E aí começam a me bater. Sem noção, sem nada, começam a me bater".

A imprensa nacional ia pedir a cabeça dele.
A imprensa mundial ia pedir a cabeça dele.

Disse o treinador que afrodescendentes gostam de apanhar.

Lembrei de um técnico que disse que o Tinga era uma cara bom, que era um negro de alma branca.

Não aconteceu nada.
Como não vai acontecer nada com Dunga, o mudado.
Com o Dunga o pessoal está levando como: ah, o Dunga é meio burro, daí fala assim.

Imagine se fosse um técnico do Grêmio falando isso...




Entrevista lamentável

Como prevista, a tal "reportagem investigativa" sobre a FGF foi totalmente chapa branca. 
Entrevista papai e mamãe.
Foi a única das reportagens que não teve reportagem, foi só entrevista, com a profundidade de um pires de café.
Nenhum dos pontos abordados teve réplica dos entrevistadores, como por exemplo, a relação da Capemisa/APLUB com a Federação: quanto a empresa ganha com o seguro dos ingressos.
Sendo que os repórteres ficaram satisfeitos com a resposta: "se não fosse a Capemisa seria outra empresa mesmo".

Outra curiosidade: no Sala de Redação o Gabardo e o Rodrigo Oliveira falaram que a matéria abordaria exatamente essa questão do seguro dos ingressos e também o quanto a Multisom ganha por vender ingressos dos jogos da Seleção.
Não teve estas perguntas.

Também a reportagem não fez nenhuma pergunta sobre as relações do Presidente Santo com o Eugenio Figueredo, o amigão Linha Direta, que agora é chamado de Elo da Corrupção no Cone Sul.
Não perguntaram sobre o Instituto do Futebol.
Não perguntaram sobre o Gauchão Premiado.
Não perguntaram sobre o uso do terreno da sede como estacionamento pago, sem autorização. 
Não perguntaram sobre os negócios que o Presidente Santo tem com presidentes de clubes.

Outro ponto que a reportagem falhou foi só citar de passagem que os vereadores Brasinha e Haroldo de Souza ganharam doações da FGF e foram "os mais destacados" na liberação do terreno do memorial Prestes à FGF.

E não dá para deixar de criticar a arrogância do entrevistado ao dizer duas vezes que "na minha modéstia". que "o futebol precisa mais dele que ele do futebol" e que o seu salário deveria ser de R$200 milhões, e que o salário do R$20 mil ele nem quer.

Detalhe: o caderno de esportes teve nas páginas 26/28 patrocínio da Multisom.
Nas páginas da "entrevista investigativa", não teve.

É dose.


sexta-feira, 26 de junho de 2015

O Mudado

É sempre a mesma coisa.
Quando está desempregado, o Treinador Trabalhador é um doce.
É elogiado pela imprensa. Dizem que ele amadureceu, que fez um curso de uma semana com Fábio Capello.
É outro homeme. Aprendeu com seus erros.
Daí ele é contratado e fica assim: http://extra.globo.com/esporte/vasco/com-gritos-xingamentos-celso-roth-tenta-acordar-vasco-na-lanterna-do-brasileiro-16547795.html

Destaque: 
Sob os olhares de Eurico Miranda, Roth manteve o ritmo puxado de treino dos tempos de Doriva. Foram quase duas horas de atividade e poucas vezes houve silêncio enquanto os jogadores trabalhavam. Essa, por sinal, foi uma exigência do treinador. O gaúcho quer os jogadores se comunicando mais em campo. Se possível, corretamente. Em um momento da atividade, perguntou a Rafael Silva se estava entendendo o que deveria fazer.
“Rafael, você entendeu o que tem de fazer na marcação? Oi? ‘Eu sabo?’ (teria sido a resposta do atacante, em vez de ‘eu sei’) Pqp...”.

Só faltou chamar ele de jogador de merda.